domingo, 11 de julho de 2010

Não tenho força.
Não tenho força para continuar.

O amor que lhe tenho a ele,
o amor que tenho àquilo,
o amor que tenho a todos eles...
... ou que todos eles têm por mim...

Não é suficiente, não chega,
não ultrapassa a vontade que tenho de me deitar
e deixar o mundo passar por mim.


Tudo é um momento.
E neste momento quero adormecer e não pensar.

Quero descansar de todos os textos, de todas as pessoas,
de toda a música;
que, no entanto, insistem em não parar, em não sair da minha cabeça.
Ouço gritos cá dentro.
Gritos que não posso reproduzir.

Gritos de libertação.

Se eu pudesse, deixava de pensar e ia para a rua ver, só ver.
As pessoas presas às suas rotinas, os veículos presos ao seu condutor...
Não! Não! Lá começa ele outra vez!
O pensamento, sempre esse maldito pensamento...

Não penses, não penses, não penses...
Mas penso. E como penso, não só existo, mas anseio por não existir.

Se não pensasse seria tudo tão melhor.
Assim, nada que eu fizesse, nem tudo o que poderia fazer, seriam minha culpa.
Mas nada e tudo são efectivamente minha culpa. O tudo principalmente.

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